quinta-feira, 29 de julho de 2010

Tum tum



           Seu cheiro tem me consumido e o seu sorriso tem tirado a minha concentração. Seus abraços com gosto de café da manhã têm me perturbado cada vez mais. A sua blusa ainda está em cima da minha cama, não consigo tirá-la de lá. Todas as vezes que o celular toca, meu coração da um salto na espera que seja você. Lembra aquela música que cantamos ontem à noite? Não consigo parar de ouvi-la, virou parte de mim. Parte de mim. Essas nossas viagens tem virado meu mundo de cabeça pra baixo, o que deve explicar parte da minha alienação.
           To assustada. Sempre que me lembro verifico se a razão ainda está presente dentro de mim, pois perde-la transformaria a minha vida em um verdadeiro caos. Um verdadeiro caos. Sabe aquelas coisas malucas que fazemos quando temos surtos de alegria? Fiz todas elas ontem. Todas. Em um surto de alegria. Não. Não crio mais expectativas. Para mim as surpresas são muito mais excitantes. E não me importo se tudo acabar, pois você me enfeitiçou e encantou em cada detalhe. Cada detalhe. O seu ultimo beijo ficou tatuado na minha pele, e espero que fique para sempre. Na minha pele. Para sempre.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

31 de fevereiro




















A porta aberta está


Não me pergunte quando nem como

Por que, por que, porque não sei responder

O dia de hoje é o mesmo de ontem

E o de amanhã o mesmo de hoje

As roupas também não mudaram

Nem o tempo, nem as pessoas, nada

O que aconteceu?

Foi o vento, deve ter sido ele

Tem de ter sido

Mais não sei se vai ter jeito

Não dessa vez

É... Quem vai saber

O vento sempre sopra de volta