Ao andar pelas ruas do Rio de Janeiro, a população convive com uma imensa diversidade cultural que esconde histórias de guerreiros brasileiros. É o caso de Luciano José da Silva, um artista que transforma latas de alumínio em miniaturas de motocicletas e aviões. Mais um brasileiro que sobrevive da arte. Ganha em média R$ 50 por semana com as vendas na Praia da Barra e sonha com o dia em que voltará para a terra natal.
Nascido na Paraíba, o morador de rua veio para o Rio de Janeiro em busca de emprego e uma nova vida. Luciano começou a trabalhar aos 11 anos de idade como limpador de mato, na cidade onde nasceu, e ganhava apenas R$ 2 por 12 horas de trabalho diário, para ajudar nas despesas de casa. Morava apenas com sua mãe, Lúcia, pois seu pai abandonou a família antes de seu nascimento. Quando tinha oito anos começou a beber e fumar cigarro, o que era algo comum a onde morava.
Há seis anos se mudou para a casa de sua irmã, Eliane, em Belfordroxo a onde trabalhou em uma transportadora de caminhão por dois meses, até a empresa falir e ficar lhe devendo o salário. Logo depois acabou se envolvendo com drogas e se tornando dependente químico. Sem um emprego fixo e dinheiro para continuar na casa da irmã, José saiu de casa e foi morar nas ruas do Flamengo.
Com o tempo começou a fazer amizade com outros moradores de rua e entrou para o mundo das artes plásticas, pois muitos de seus colegas sobrevivem da venda de artesanatos. Em pouco tempo, as latinhas de refrigerante e cerveja que antes eram lixo se transformaram em esculturas como motos e aviões de miniatura. Para tentar vender suas esculturas foi para Ipanema, pois tinha mais turistas e a venda era maior. No período em que ficou por lá, foi levado para os abrigos da prefeitura por duas vezes, sendo que na última vez seus pertences e documentos foram jogados no lixo.
Atualmente, Luciano mora na praia da Barra, entre os postos seis e sete. Muitas pessoas que passam pelo local observam, de longe, o seu trabalho. Ganhando em média R$ 50,00 por semana, o dinheiro é utilizado para a compra de fumo e comida. Suas expectativas de ser reconhecido e valorizado pelo seu trabalho são grandes, pois somente assim poderá voltar para sua cidade e dar uma nova vida para seus familiares.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Arte de rua
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